"O Segredo"
Eu ia escrever algo sobre esse filme merda, mas já o fizeram de forma espetacular.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
sexta-feira, agosto 24, 2007
"Cuidado! Ele é o Porco-Aranha".
Acabei de assistir "Os Simpsons - O Filme" e estou rindo até agora com essa piada. Aliás, (quase) todo o filme é recheado de piadas. Para quem achou (como eu) que o filme não iria aguentar o tranco, se decepcionou (que bom!).
Como na minha cidade só tem cópias dubladas, agora esperarei sair em DVD pra assistir com o som original.
Acabei de assistir "Os Simpsons - O Filme" e estou rindo até agora com essa piada. Aliás, (quase) todo o filme é recheado de piadas. Para quem achou (como eu) que o filme não iria aguentar o tranco, se decepcionou (que bom!).
Como na minha cidade só tem cópias dubladas, agora esperarei sair em DVD pra assistir com o som original.
terça-feira, agosto 14, 2007
Modotti - Uma Mulher do Século XXComecei a ler o livro (Graphic novel, na verdade) de Ángel de la Calle, uma biografia da vida de Tina Modotti - Atriz, fotógrafa, espiã, militante comunista - e posso dizer que divido com o autor a sua paixão pela protagonista. É incrível como existem pessoas extraordinárias, com vidas excepcionais cuja existência nós ignoramos.
Foi amiga ou teve contato com Diego Rivera, Edward Weston, Alexandra Kollontai, Olga Benário, Carlos Prestes, entre outras personalidades importantes do início século passado.
Realmente, estou fascinado com a vida desta mulher e sua obra fotográfica. Mal vejo a hora de acabar de ler sobre a sua vida...

Tina Modotti, Elisa Kneeling, 1924. The Museum of Modern Art, New York
sexta-feira, agosto 18, 2006
Iconoclasta!
Eu realmente não suporto mais pessoas que insistem que eu devo seguir uma religião. Não suporto conversar com religiosos e sua mania irritante de se acharem a cereja do bolo, os escolhidos de Deus, os melhores-do-que-você simplesmente porque seguem religião A ou B. Uma conhecida minha disse que sua vizinha chegou para ela e disse que estava triste, porque ela estaria na festa no céu e a minha vizinha não. Se fosse comigo, eu perguntaria se ela nem me levaria um salgadinho lá no inferno (Onde com certeza eu estaria, pela lógica desses fundamentalistas). Agora, alguém me diga: Como que um Deus que me ama, que me criou e me chama de filho, me deu livre-arbítrio, tem a atitude autoritária de me condenar a um inferno eterno de chamas a menos que eu O ame, O Respeite, O adore? Esse é o motivo principal pelo qual eu não sigo uma religião.
As religiões ocidentais tem a sua visão de Deus. Para elas e as pessoas que as seguem, o fim do mundo começou quando a Igreja se separou do Estado e a Ciência mudou a visão do mundo. Claro que houve um declínio na quantidade de pessoas religiosas, não pelo fato de que a Ciência forneceu uma visão mais materialista, reducionista ou seja lá qual ista que está na lista de acusações, mas sim porque ninguém ia mais para a fogueira simplesmente por não ser cristão. Hoje em dia os religiosos cristãos atacam todos que não compartilham as suas crenças, vivendo numa luta imaginária contra todas as outras religiões (e entre si, uma vez que há várias seitas cristãs no mercado), que seguem a "vontade do Diabo".
É incrível o número de besteiras que se ouve das bocas dessas pessoas: Desenhos da Disney transformam crianças em homossexuais; doces em formas de órgãos ou partes do corpo humano induzem as crianças ao canibalismo; artistas ricos e famosos fizeram um pacto com o demo; grandes empresas se reúnem frequentemente para elaborarem missas negras, com sacrifícios de virgens e crianças, com o intuito de ganhar dinheiro; qualquer símbolo da moda é parte do grande esquema chamado "Nova Era". E os exemplos não param.
Há ainda a mania dessas pessoas de se acharem as guardiãs da moral e civilidade, querendo impor os seus valores para a sociedade, se esquecendo de que o Estado é laico (inclusive para proteger o direito à crença religiosa, qualquer que seja) e de que suas convicções religiosas são pessoais e não algo a ser imposto.
Eu realmente não suporto mais pessoas que insistem que eu devo seguir uma religião. Não suporto conversar com religiosos e sua mania irritante de se acharem a cereja do bolo, os escolhidos de Deus, os melhores-do-que-você simplesmente porque seguem religião A ou B. Uma conhecida minha disse que sua vizinha chegou para ela e disse que estava triste, porque ela estaria na festa no céu e a minha vizinha não. Se fosse comigo, eu perguntaria se ela nem me levaria um salgadinho lá no inferno (Onde com certeza eu estaria, pela lógica desses fundamentalistas). Agora, alguém me diga: Como que um Deus que me ama, que me criou e me chama de filho, me deu livre-arbítrio, tem a atitude autoritária de me condenar a um inferno eterno de chamas a menos que eu O ame, O Respeite, O adore? Esse é o motivo principal pelo qual eu não sigo uma religião.
As religiões ocidentais tem a sua visão de Deus. Para elas e as pessoas que as seguem, o fim do mundo começou quando a Igreja se separou do Estado e a Ciência mudou a visão do mundo. Claro que houve um declínio na quantidade de pessoas religiosas, não pelo fato de que a Ciência forneceu uma visão mais materialista, reducionista ou seja lá qual ista que está na lista de acusações, mas sim porque ninguém ia mais para a fogueira simplesmente por não ser cristão. Hoje em dia os religiosos cristãos atacam todos que não compartilham as suas crenças, vivendo numa luta imaginária contra todas as outras religiões (e entre si, uma vez que há várias seitas cristãs no mercado), que seguem a "vontade do Diabo".
É incrível o número de besteiras que se ouve das bocas dessas pessoas: Desenhos da Disney transformam crianças em homossexuais; doces em formas de órgãos ou partes do corpo humano induzem as crianças ao canibalismo; artistas ricos e famosos fizeram um pacto com o demo; grandes empresas se reúnem frequentemente para elaborarem missas negras, com sacrifícios de virgens e crianças, com o intuito de ganhar dinheiro; qualquer símbolo da moda é parte do grande esquema chamado "Nova Era". E os exemplos não param.
Há ainda a mania dessas pessoas de se acharem as guardiãs da moral e civilidade, querendo impor os seus valores para a sociedade, se esquecendo de que o Estado é laico (inclusive para proteger o direito à crença religiosa, qualquer que seja) e de que suas convicções religiosas são pessoais e não algo a ser imposto.
terça-feira, julho 11, 2006
Por Trás do Sorriso Pintado
Há alguns anos, em um site sobre Anarquismo (o sistema político caracterizado pela ausência de Governo, onde o próprio povo regulariza suas ações), havia uma lista com os 10 melhores livros sobre anarquia já escritos. "V de Vingança" era um deles. Curiosamente, tal detalhe foi omitido na adaptação da obra para as telas e V se trasnformou em uma espécie de super-herói em busca de vingança contra o governo. Esta foi apenas uma das várias transformações que a história sofreu em sua passagem do papel para o acetato.
Na obra original, V mata pessoas envolvidas em seu aprisionamento e tortura no campo de concentração Larkhill (que não estava desenvolvendo um vírus e sim, como se revelou ser comum na história humana, simplesmente fazendo experimentos em grupos sociais estigmatizados), o que a princípio parece ser uma vendeta mas se revela um plano audacioso pra derrubar o governo vigente e implantar a Anarquia. Alan Moore, escritor da Graphic Novel, revela em uma introdução as razões que o levaram a escrever V: Margareth Thatcher no poder e a liderança do partido conservador, bem como as suas idéias, tais como erradicar o homossexualismo, extraditar estrangeiros e criar campos de concentração pra aidéticos. V é um homem culto, que cita tanto Shakespeare quanto Rolling Stones para suas vítimas. Na Galeria Sombria, sua base, seu lar, podemos ver obras como "O Capital", de Karl Marx, "Utopia", de Thomas More, "Mein Kampt", de Hitler, "Viagens de Gulliver", de Swift, "Dom Quixote", de Cervantes, entre outros. Ouve Billie Holliday, Black Uhuru, Cole Potter, entre outros. Em um interlúdio, V toca "This Vicious Cabaret", de sua autoria, onde vislumbramos todos os personagens e seus contratempos e vemos que há mais do que vingança em seus planos. Aliás, os personagens relacionados ao governo estão tão envolvidos em jogos de poder que não percebem que estão sendo manipulados por V até o fatídico final, que é muito diferente do filme e bem mais complexo.
A personagem Evey, originalmente uma jovem orfã, que decide se prostituir e acaba sendo pega pelos Homens-Dedo (Policiais, membros da Mão, responsáveis por manter a ordem) e é salva da morte certa por V, que a acolhe e protege, eventualemente ajudando V em seus planos, entrando em um dilema moral quando se recusa a participar da morte de alguém. Evey acaba sendo expulsa do mundo aconchegante que é a Galeria Sombria (Base de V, um lugar repleto de obras de arte - pinturas, livros, discos, postêres e filmes - banidas e proibidas pelo atual governo) ao perguntar a V qual é a sua identidade por trás da máscara (Seu pai, talvez?). No mundo lá fora, perseguida, Evey acaba conhecendo o amor, que lhe é tirado por Homens-Dedo corruptos. Disposta a se vingar, está prestes a matar o responsável pela morte de seu amante quando é capturada. É importante notar que matar alguém é algo que a antiga Evey repudiava. É neste momento, na trama, que vemos que Evey cresceu. Ela já não tem a proteção do Estado, nem de V ou de seu amante. Ela é forçada a ser adulta. Na prisão, é presa e torturada para revelar o paradeiro do codinome V (o único trecho da obra original que é fielmente retratado no filme). Após sua "libertação" e renascimento, Evey trabalha com V, assumindo o seu manto após a sua morte, pois finalmente percebe que por trás da máscara não há um rosto e sim uma idéia.
Eu não entendi o motivo da mudança da personalidade de Evey, capaz de tentar entregar V às autoridades e estupidamente cair nas mãos de pessoas dispostas a matá-la. Talvez pra criar um contraste maior entre a velha e a nova Evey, forçada a enxergar a verdade após o período em que esteve presa e, "renascida", é capaz de enxergar o mundo de como V. E não seria legal, pelos padrões hollywoodianos, se a mocinha do filme estivesse disposta a se sacrificar, desafiando um toque de recolher, para se prostituir. Então, na versão corrigida, Evey desafia as autoridades saindo para um encontro romântico. Outra correção: O personagem V, que provavelmente era homossexual na obra original, declara o seu amor a Evey, momentos antes de morrer em seus braços, devido a uma saravaida de balas ao estilo Matrix. Mais hollywood que isso...
Aproveitando: Alguém pode me dizer como aquela multidão conseguiu suas fantasias? Receberam por Sedex?
Há alguns anos, em um site sobre Anarquismo (o sistema político caracterizado pela ausência de Governo, onde o próprio povo regulariza suas ações), havia uma lista com os 10 melhores livros sobre anarquia já escritos. "V de Vingança" era um deles. Curiosamente, tal detalhe foi omitido na adaptação da obra para as telas e V se trasnformou em uma espécie de super-herói em busca de vingança contra o governo. Esta foi apenas uma das várias transformações que a história sofreu em sua passagem do papel para o acetato.
Na obra original, V mata pessoas envolvidas em seu aprisionamento e tortura no campo de concentração Larkhill (que não estava desenvolvendo um vírus e sim, como se revelou ser comum na história humana, simplesmente fazendo experimentos em grupos sociais estigmatizados), o que a princípio parece ser uma vendeta mas se revela um plano audacioso pra derrubar o governo vigente e implantar a Anarquia. Alan Moore, escritor da Graphic Novel, revela em uma introdução as razões que o levaram a escrever V: Margareth Thatcher no poder e a liderança do partido conservador, bem como as suas idéias, tais como erradicar o homossexualismo, extraditar estrangeiros e criar campos de concentração pra aidéticos. V é um homem culto, que cita tanto Shakespeare quanto Rolling Stones para suas vítimas. Na Galeria Sombria, sua base, seu lar, podemos ver obras como "O Capital", de Karl Marx, "Utopia", de Thomas More, "Mein Kampt", de Hitler, "Viagens de Gulliver", de Swift, "Dom Quixote", de Cervantes, entre outros. Ouve Billie Holliday, Black Uhuru, Cole Potter, entre outros. Em um interlúdio, V toca "This Vicious Cabaret", de sua autoria, onde vislumbramos todos os personagens e seus contratempos e vemos que há mais do que vingança em seus planos. Aliás, os personagens relacionados ao governo estão tão envolvidos em jogos de poder que não percebem que estão sendo manipulados por V até o fatídico final, que é muito diferente do filme e bem mais complexo.
A personagem Evey, originalmente uma jovem orfã, que decide se prostituir e acaba sendo pega pelos Homens-Dedo (Policiais, membros da Mão, responsáveis por manter a ordem) e é salva da morte certa por V, que a acolhe e protege, eventualemente ajudando V em seus planos, entrando em um dilema moral quando se recusa a participar da morte de alguém. Evey acaba sendo expulsa do mundo aconchegante que é a Galeria Sombria (Base de V, um lugar repleto de obras de arte - pinturas, livros, discos, postêres e filmes - banidas e proibidas pelo atual governo) ao perguntar a V qual é a sua identidade por trás da máscara (Seu pai, talvez?). No mundo lá fora, perseguida, Evey acaba conhecendo o amor, que lhe é tirado por Homens-Dedo corruptos. Disposta a se vingar, está prestes a matar o responsável pela morte de seu amante quando é capturada. É importante notar que matar alguém é algo que a antiga Evey repudiava. É neste momento, na trama, que vemos que Evey cresceu. Ela já não tem a proteção do Estado, nem de V ou de seu amante. Ela é forçada a ser adulta. Na prisão, é presa e torturada para revelar o paradeiro do codinome V (o único trecho da obra original que é fielmente retratado no filme). Após sua "libertação" e renascimento, Evey trabalha com V, assumindo o seu manto após a sua morte, pois finalmente percebe que por trás da máscara não há um rosto e sim uma idéia.
Eu não entendi o motivo da mudança da personalidade de Evey, capaz de tentar entregar V às autoridades e estupidamente cair nas mãos de pessoas dispostas a matá-la. Talvez pra criar um contraste maior entre a velha e a nova Evey, forçada a enxergar a verdade após o período em que esteve presa e, "renascida", é capaz de enxergar o mundo de como V. E não seria legal, pelos padrões hollywoodianos, se a mocinha do filme estivesse disposta a se sacrificar, desafiando um toque de recolher, para se prostituir. Então, na versão corrigida, Evey desafia as autoridades saindo para um encontro romântico. Outra correção: O personagem V, que provavelmente era homossexual na obra original, declara o seu amor a Evey, momentos antes de morrer em seus braços, devido a uma saravaida de balas ao estilo Matrix. Mais hollywood que isso...
Aproveitando: Alguém pode me dizer como aquela multidão conseguiu suas fantasias? Receberam por Sedex?
quarta-feira, junho 28, 2006
segunda-feira, março 08, 2004
Adquiri recentemente o livro "A Voz do Fogo", do genial e divino Alan Moore, que nada mais é que uma série de contos que se passa na cidade natal do escritor, Northamptom. Ainda estou empacado no primeiro conto, que é a narrativa de um garoto numa época em que a linguagem ainda estava sendo desenvolvida. Daí, Moore desenvolve uma forma de comunicação que é mais baseada na percepção e sentimentos do que numa sintaxe definida.
Uma das coisa mais complicadas que eu já li, com certeza.
Uma das coisa mais complicadas que eu já li, com certeza.
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Clássicos para a Juventude - Número 2:
Um Conto de Batman: Faces
Há muito tempo atrás, eu prometi que comentaria as obras citadas numa determinada lista que foi publicada por aqui. Pois bem, cumprindo a promessa, aqui vai o último livro da lista, Batman - Faces, de Matt Wagner (è tradição sempre começar pelo último).
Matt Wagner é um dos mais influentes artistas independentes da atualidade (embora o seus trabalho nas Majors também seja interessante). Criou o ultramega violento Grendel e o nostálgico "Mage - The Hero Defined".
"Faces" começa com a fuga de Harvey Dent, também conhecido por Duas-Caras, do Asilo Arkham. Após dois anos desaparecido, volta à ativa assassinando cirurgiões plásticos, devido a uma obsessão com a beleza. Mas desta vez ele tem cúmplices: Um bando formado por pessoas deformadas de todo o mundo, que querem um basta para a discriminação que sofrem de uma sociedade que venera a perfeição da forma física, formando um país. Além de uma boa história, uma crítica!
Um Conto de Batman: Faces
Há muito tempo atrás, eu prometi que comentaria as obras citadas numa determinada lista que foi publicada por aqui. Pois bem, cumprindo a promessa, aqui vai o último livro da lista, Batman - Faces, de Matt Wagner (è tradição sempre começar pelo último).
Matt Wagner é um dos mais influentes artistas independentes da atualidade (embora o seus trabalho nas Majors também seja interessante). Criou o ultramega violento Grendel e o nostálgico "Mage - The Hero Defined".
"Faces" começa com a fuga de Harvey Dent, também conhecido por Duas-Caras, do Asilo Arkham. Após dois anos desaparecido, volta à ativa assassinando cirurgiões plásticos, devido a uma obsessão com a beleza. Mas desta vez ele tem cúmplices: Um bando formado por pessoas deformadas de todo o mundo, que querem um basta para a discriminação que sofrem de uma sociedade que venera a perfeição da forma física, formando um país. Além de uma boa história, uma crítica!
terça-feira, novembro 25, 2003
O Natal se aproxima e...
...apesar de não gostar muito da data, posso usá-la como desculpa: Se alguém quiser me presentear, sugiro os novos livros de Neil Gaiman, "Coraline", que saiu recentemente pela "Rocco", e "Sandman - Noites sem Fim", que sai dia 1 de dezembro pela "Conrad Editora".
Outro grande presente seria "Stardust", também de Gaiman, que saiu já há algum tempo pela Conrad.
...apesar de não gostar muito da data, posso usá-la como desculpa: Se alguém quiser me presentear, sugiro os novos livros de Neil Gaiman, "Coraline", que saiu recentemente pela "Rocco", e "Sandman - Noites sem Fim", que sai dia 1 de dezembro pela "Conrad Editora".
Outro grande presente seria "Stardust", também de Gaiman, que saiu já há algum tempo pela Conrad.
quarta-feira, outubro 29, 2003
Domingo passado, para se livrarem do marasmo ilimitado da programação dominical televisiva, minha mãe e irmãs assistiram ao filme "Amores Possíveis", de Sandra Werneck, que eu havia gravado quando havia sido exibido na TV, no "Festival Nacional". O filme é ótimo, simples e divertido. Começa com um homem que levou o fora de uma mulher por quem é apaixonado. 15 anos depois, vemos três possíveis destinos para esse casal, sendo que uma vida é real, outra não é e outra é a que ele gostaria que fosse (fiquei sabendo deste detalhe depois, lendo a sinopse do filme. Gosto mais da idéia de três vidas independentes, em realidades diferentes...).
As histórias são contadas de forma simultânea e eis aonde eu queria chegar. Elas não perceberam isso!!! e como elas, acho que muita gente também ficou no mesmo dilema. A conclusão a que elas chegaram é que eram três períodos na vida no cara, sem notarem que a todo momento, há referência, nas três tramas, aos 15 anos após o encontro marcado no cinema, demonstrando justamente o que o título quer dizer: Possíveis amores, possíveis destinos.
Algo similar acontece com "As Horas", coincidentemente um filme que também é constituído de três tramas distintas, desta vez, sim, em períodos diferentes. Mostra um dia na vida de três mulheres, interligadas por um livro, "Mrs. Dalloway": Virginia Woolf, em 1923, escrevendo o livro, enquanto enfrenta uma crise pessoal; Laura Brown, uma dona de casa insatisfeita com a sua vida, que lê o livro; e Clarissa Vaugham, cujo primeiro nome é o mesmo da personagem do livro, à qual ela é sempre comparada por um amigo, vítima terminal de AIDS. O filme é bastante melancólico e as tramas também são simultâneas. Várias pessoas que eu conheço odiaram o filme porque ele é "parado" ou porque não entenderam aonde ele queria chegar. Não tenho dúvidas de que o mesmo ocorreu com "Amores Possíveis". Claro, é muito mais fácil assistir à novela das 7, ou das 6 ou das 9 ou a qualquer superprodução hollywoodiana, que não exigem muito do espectador: Nada mais do que um amontoado de clichês que dão satisfação garantida. Como diria minha doce prima Carolina, "até desenho animado exige mais de minha mente do que novela".
E desta forma, o mundo continua a girar...
As histórias são contadas de forma simultânea e eis aonde eu queria chegar. Elas não perceberam isso!!! e como elas, acho que muita gente também ficou no mesmo dilema. A conclusão a que elas chegaram é que eram três períodos na vida no cara, sem notarem que a todo momento, há referência, nas três tramas, aos 15 anos após o encontro marcado no cinema, demonstrando justamente o que o título quer dizer: Possíveis amores, possíveis destinos.
Algo similar acontece com "As Horas", coincidentemente um filme que também é constituído de três tramas distintas, desta vez, sim, em períodos diferentes. Mostra um dia na vida de três mulheres, interligadas por um livro, "Mrs. Dalloway": Virginia Woolf, em 1923, escrevendo o livro, enquanto enfrenta uma crise pessoal; Laura Brown, uma dona de casa insatisfeita com a sua vida, que lê o livro; e Clarissa Vaugham, cujo primeiro nome é o mesmo da personagem do livro, à qual ela é sempre comparada por um amigo, vítima terminal de AIDS. O filme é bastante melancólico e as tramas também são simultâneas. Várias pessoas que eu conheço odiaram o filme porque ele é "parado" ou porque não entenderam aonde ele queria chegar. Não tenho dúvidas de que o mesmo ocorreu com "Amores Possíveis". Claro, é muito mais fácil assistir à novela das 7, ou das 6 ou das 9 ou a qualquer superprodução hollywoodiana, que não exigem muito do espectador: Nada mais do que um amontoado de clichês que dão satisfação garantida. Como diria minha doce prima Carolina, "até desenho animado exige mais de minha mente do que novela".
E desta forma, o mundo continua a girar...
sexta-feira, outubro 24, 2003
Mas o que é que é a Matriz, mesmo, hein?
Eu já li praticamente todas as histórias das Séries 1 e 2 de quadrinhos baseados em Matrix e posso afirmar que é material de primeira. O conceito do primeiro filme foi todo desenhado em forma de HQs por duas feras dos desenhos, Steve Skroce e Geof Darrow, antes de ser filmado e este por sua vez foi baseado, em parte, do universo da arte sequencial. Ou seja, nada mais do que uma volta às origens.
O site do filme, desde o início, contém essas histórias, completas e totalmente grátis. Mas nada melhor do que folhear uma revista, guardar com amor e carinho e de vez em quando folhear novamente, só pra matar a saudade...
Espero que publiquem por aqui e publiquem logo!
Eu já li praticamente todas as histórias das Séries 1 e 2 de quadrinhos baseados em Matrix e posso afirmar que é material de primeira. O conceito do primeiro filme foi todo desenhado em forma de HQs por duas feras dos desenhos, Steve Skroce e Geof Darrow, antes de ser filmado e este por sua vez foi baseado, em parte, do universo da arte sequencial. Ou seja, nada mais do que uma volta às origens.
O site do filme, desde o início, contém essas histórias, completas e totalmente grátis. Mas nada melhor do que folhear uma revista, guardar com amor e carinho e de vez em quando folhear novamente, só pra matar a saudade...
Espero que publiquem por aqui e publiquem logo!
Do que é Feito o Samba
Algo que eu não paro de ouvir é o Cd novo dos Los Hermanos, "Ventura". Incrível como alguém consegue compor tão belas canções, simples e profundas, falando muitas vezes de amor, tema tão batido, mas sem soar brega, e também do dia-a-dia.
A banda é a melhor coisa na música atual, brasileira e mundial. Difícil acreditar num mercado saturado com os Charlie Browns da vida, bandas sem nenhuma originalidade que imitam os outros e a si mesmos. Los Hermanos conseguiram fazer um som próprio, se reinventaram desde o primeiro CD, lançando o perfeito "Bloco do eu Sozinho", que relembra os grandes sambistas do passado e que fez muita gente rotular o trabalho de Samba, o que não é.
"Ventura" é o ponto máximo. Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo dividem a composição de uma forma sublime. O som está mais maduro, não há refrão nas músicas. Há ecos de samba, Clube da Esquina, e mesmo assim, o disco é inovador.
Engraçado que agora que Maria Rita regravou a banda e Caetano pagou pau em público no VMB 2003, todo mundo quer ouvir. É como se algo que só você curtia e que desta forma se preservava passasse a correr o risco de se tornar ordinário. Como Anna Julia...
Algo que eu não paro de ouvir é o Cd novo dos Los Hermanos, "Ventura". Incrível como alguém consegue compor tão belas canções, simples e profundas, falando muitas vezes de amor, tema tão batido, mas sem soar brega, e também do dia-a-dia.
A banda é a melhor coisa na música atual, brasileira e mundial. Difícil acreditar num mercado saturado com os Charlie Browns da vida, bandas sem nenhuma originalidade que imitam os outros e a si mesmos. Los Hermanos conseguiram fazer um som próprio, se reinventaram desde o primeiro CD, lançando o perfeito "Bloco do eu Sozinho", que relembra os grandes sambistas do passado e que fez muita gente rotular o trabalho de Samba, o que não é.
"Ventura" é o ponto máximo. Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo dividem a composição de uma forma sublime. O som está mais maduro, não há refrão nas músicas. Há ecos de samba, Clube da Esquina, e mesmo assim, o disco é inovador.
Engraçado que agora que Maria Rita regravou a banda e Caetano pagou pau em público no VMB 2003, todo mundo quer ouvir. É como se algo que só você curtia e que desta forma se preservava passasse a correr o risco de se tornar ordinário. Como Anna Julia...
terça-feira, abril 22, 2003
terça-feira, março 25, 2003
Cotidiano
A Dor da Separação
Durante os anos em que estiveram juntos, só discordavam em relação a música: Ela gostava de Folk, MPB, Rock mela cueca ("Você não é nada romântico!”, ela dizia), alguma coisa pop. Ele, rock pesado, rock progressivo, música clássica (“O speed metal e o progressivo é a música clássica de hoje. Presta só atenção nesse Arranjo. Se Mozart nascesse hoje, ele seria rockeiro!!!”). Nisso, só concordava,m com uma coisa: Mutantes eram o máximo!!! No demais, tudo bem. Liam os mesmos livros, com o tempo, tinham os mesmos amigos (Ele herdou os dela e ela os dele). Viam os mesmos filmes e as mesmas séries de TV. Eram parecidos em tudo. Tão parecidos que um dia viram que não suportavam mais um ao outro por causas disso.
“Olha, não dá mais, você não liga mais pra mim do mesmo jeito que antes. Eu me sinto presa a você, como um peso morto. Vai ser melhor assim.”
“Benhê, vamos conversar. Por que isso de repente. A gente pode, sei lá, variar um pouco a rotina. Não vamos desistir assim tão fácil. Benhê, volta aqui, eu to falando. Foi aquela sua amiga nova do trabalho que andu botando coisa na sua cabeça, né?”
“Não tem nada a ver. De onde você tirou essa idéia?”
“Ah, sei lá. Deve ser pelo fato de você passar 36 horas por dia com ela e ainda arranjar tempo pra falar outra metade do dia com ela no telefone. Até se esqueceu de seus antigos amigos”
“Amigos? Que amigos? Você roubou todos!”
“Que roubei, que nada! Se bobear, você ficava mais tempo com os meus do que comigo. Vivia tão grudada no Carlos e na Thaís que nem parecia mais que eles eram meus amigos de infância e sim seus.”
E assim ia.
Até que chegou o dia da separação…
“E aí? O que você vai querer?”
“Que você fique.”
“Não estou falando disso. Já conversamos sobre o assunto. Com o que você vai querer ficar?”
“Queria ficar com você...”
“Larga de ser infantil. Para de fazer ceninha que não vai adiantar nada.”
“Quer saber? Pode ficar com tudo: Com a casa, com o carro, com o cachorro, nem ligo.”
Silêncio.
“Nós não temos cachorro”
“Foda-se! Pode ficar com tudo. Nada mais é importante pra mim do que você.”
“Tudo bem. Pelo anos que passamos juntos, vou tentar ser justa. Vou aproveitar que estou aqui e levar algumas coisas minhas, ta?”
“Faça o que bem entender”.
Ela fez. Separou algumas roupas. Alguns livros. Às vezes ela ficava seguindo-a pela casa, resmungava alguma coisa e ia pra algum canto.
Quando ela estava indo embora, já chegando na rua, arrastando com dificuldade uma enorme bolsa de viagem, ela ouviu um grito de um homem desesperado, como que à beira da morte:
“Os discos d’Os Mutantes ficam!!!”
A Dor da Separação
Durante os anos em que estiveram juntos, só discordavam em relação a música: Ela gostava de Folk, MPB, Rock mela cueca ("Você não é nada romântico!”, ela dizia), alguma coisa pop. Ele, rock pesado, rock progressivo, música clássica (“O speed metal e o progressivo é a música clássica de hoje. Presta só atenção nesse Arranjo. Se Mozart nascesse hoje, ele seria rockeiro!!!”). Nisso, só concordava,m com uma coisa: Mutantes eram o máximo!!! No demais, tudo bem. Liam os mesmos livros, com o tempo, tinham os mesmos amigos (Ele herdou os dela e ela os dele). Viam os mesmos filmes e as mesmas séries de TV. Eram parecidos em tudo. Tão parecidos que um dia viram que não suportavam mais um ao outro por causas disso.
“Olha, não dá mais, você não liga mais pra mim do mesmo jeito que antes. Eu me sinto presa a você, como um peso morto. Vai ser melhor assim.”
“Benhê, vamos conversar. Por que isso de repente. A gente pode, sei lá, variar um pouco a rotina. Não vamos desistir assim tão fácil. Benhê, volta aqui, eu to falando. Foi aquela sua amiga nova do trabalho que andu botando coisa na sua cabeça, né?”
“Não tem nada a ver. De onde você tirou essa idéia?”
“Ah, sei lá. Deve ser pelo fato de você passar 36 horas por dia com ela e ainda arranjar tempo pra falar outra metade do dia com ela no telefone. Até se esqueceu de seus antigos amigos”
“Amigos? Que amigos? Você roubou todos!”
“Que roubei, que nada! Se bobear, você ficava mais tempo com os meus do que comigo. Vivia tão grudada no Carlos e na Thaís que nem parecia mais que eles eram meus amigos de infância e sim seus.”
E assim ia.
Até que chegou o dia da separação…
“E aí? O que você vai querer?”
“Que você fique.”
“Não estou falando disso. Já conversamos sobre o assunto. Com o que você vai querer ficar?”
“Queria ficar com você...”
“Larga de ser infantil. Para de fazer ceninha que não vai adiantar nada.”
“Quer saber? Pode ficar com tudo: Com a casa, com o carro, com o cachorro, nem ligo.”
Silêncio.
“Nós não temos cachorro”
“Foda-se! Pode ficar com tudo. Nada mais é importante pra mim do que você.”
“Tudo bem. Pelo anos que passamos juntos, vou tentar ser justa. Vou aproveitar que estou aqui e levar algumas coisas minhas, ta?”
“Faça o que bem entender”.
Ela fez. Separou algumas roupas. Alguns livros. Às vezes ela ficava seguindo-a pela casa, resmungava alguma coisa e ia pra algum canto.
Quando ela estava indo embora, já chegando na rua, arrastando com dificuldade uma enorme bolsa de viagem, ela ouviu um grito de um homem desesperado, como que à beira da morte:
“Os discos d’Os Mutantes ficam!!!”
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